{"id":7703,"date":"2025-05-18T07:19:58","date_gmt":"2025-05-18T10:19:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacolivresergipe.com.br\/?p=7703"},"modified":"2025-05-18T07:19:59","modified_gmt":"2025-05-18T10:19:59","slug":"professora-aposentada-do-municipio-de-aracaju-completa-100-anos-rememora-o-que-viveu-e-conta-um-pouco-de-sua-rotina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacolivresergipe.com.br\/index.php\/2025\/05\/18\/professora-aposentada-do-municipio-de-aracaju-completa-100-anos-rememora-o-que-viveu-e-conta-um-pouco-de-sua-rotina\/","title":{"rendered":"Professora aposentada do munic\u00edpio de Aracaju completa 100 anos, rememora o que viveu e conta um pouco de sua rotina"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cGostava muito do trabalho, mas sempre tinha uma e outra aluna que sempre atazanava a minha paci\u00eancia. Tive uma que se chamava F\u00e1tima que at\u00e9 nua minha casa vinha\u201d, rememora a professora de artesanato aposentada, Dalva Santana do Sacramento, que completa 100 anos de vida no dia 17 de maio.<\/p>\n\n\n\n<p>A mais nova dos 16 filhos do casal Manoel Joaquim Santana e Elisa Santana, Dalva veio da cidade natal, Capela, para a capital sergipana aos 16 anos de idade, para trabalhar na f\u00e1brica Sergipe Industrial com mais duas irm\u00e3s, localizado onde foi funcion\u00e1ria por 14 anos, conforme relata a centen\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao sair da f\u00e1brica, Dalva fez curso de corte e costura e depois foi ensinar na Escola Municipal de Artes que levava o nome da sua m\u00e3e, Elisa Santana, no Bairro Industrial. \u201cEntrei na \u00e9poca do prefeito Godofredo Diniz, por indica\u00e7\u00e3o do vereado Narciso Machado. Antes de acabar o per\u00edodo de contrata\u00e7\u00e3o, que foi de seis meses, fui efetivada e trabalhei l\u00e1 at\u00e9 me aposentar\u201d, diz ela, que n\u00e3o relembra ao certo a data da aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela ingressou nos quadros de servidores p\u00fablicos municipais de Aracaju no dia 1\u00ba de setembro de 1963, onde permaneceu at\u00e9 27 de fevereiro de 1986, quando se aposentou. Dalva diz com orgulho que sempre trabalhou na mesma escola, onde ministrava aulas que iam desde costura de roupa e itens de artesanato. \u201cEram duas mesas bem grande, onde as alunas faziam os desenhos e os cortes das pe\u00e7as. Passava explicando tudo direito a todas elas e depois fazia o desenho no quadro, mas sempre tinha uma ou outra que testava a minha paci\u00eancia. Eu gostava muito de ensinar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Moradora do Bairro Santo Ant\u00f4nio, a aposentada do munic\u00edpio de Aracaju casou-se j\u00e1 perto das 30 anos, com o ent\u00e3o vi\u00favo Jo\u00e3o Fausto, que tinha cinco filhos: tr\u00eas homens e duas mulheres, todos j\u00e1 grandes. \u201cEle era alfaiate e praticava remo. Me conheceu um dia em que eu estava com minhas irm\u00e3s e amigas, arrumando o sal\u00e3o do sindicato para uma festa que ia ter, ao entrar para busca o barco de remo. Depois ele procurou saber mais sobre mim com os colegas da f\u00e1brica. E alguns dias depois, por um acaso, acabei parando na porta da alfaiataria dele, para esperar a chuva passar. Foi ent\u00e3o que nos conhecemos de verdade e nos casamos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da diferen\u00e7a de idade entre eles, pois Jo\u00e3o Fausto era 21 anos mais velho que ela, Dalva relembra que foram muito felizes. \u201cFoi um casamento feliz, gra\u00e7as a Deus. Tivemos duas filhas, a Dilma (66 anos) e Delma (53 anos). Minhas filhas s\u00e3o meus tesouros, pois sempre foram unidas e nunca brigaram\u201d, afirma a aposentada que \u00e9 vi\u00fava h\u00e1 36 anos, contando com orgulho que tem tr\u00eas netos e cinco bisnetos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo usando cadeiras de rodas, com a audi\u00e7\u00e3o e a vis\u00e3o comprometidas, Dalva tem uma rotina ativa, com o aux\u00edlio da filha mais velha. \u201cEu acordo e saio sozinha da cama para a cadeira de rodas, vou ao banheiro, tomo meu banho e depois tomo meu caf\u00e9. Genivalda vem aqui para casa, quatro vezes por semana, e quando ela n\u00e3o vem, ajudo minha filha Dilma nos afazeres de casa, enxugo pratos, guardo tudo nos arm\u00e1rios que eu alcan\u00e7o\u201d, diz, cheia de orgulho.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a mobilidade reduzida devido a artrose no joelho, as atividades de Dalva \u00e9 monitorada por Geni e a filha Dilma. \u201cDeixamos ela fazer as coisas, mas ficamos sempre acompanhando, caso precise de ajuda. Improvisamos at\u00e9 uma cestinha que ela coloca no colo, com uma al\u00e7a no pesco\u00e7o, onde mam\u00e3e p\u00f5e o que enxuga e vai guardar nos arm\u00e1rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Animada e falante, Dalva conta toda feliz o resto da rotina di\u00e1ria. \u201cDepois do caf\u00e9, ajudo no que posso e depois do almo\u00e7o, ningu\u00e9m me incomode, pois gosto de ter o meu sono\u201d. Da\u00ed, ela s\u00f3 acorda bem no final da tarde. \u201cChamo ela para rezar o ter\u00e7o, que sempre passa na Can\u00e7\u00e3o Nova \u00e0s 18h\u201d, complementa a filha Dilma.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, toma o caf\u00e9 e fica na sala, dobrando roupa e esperando o hor\u00e1rio das novelas. \u201cS\u00f3 vou dormir depois das novelas, l\u00e1 para 11 horas da noite. Consigo passar da cadeira de rodas para a minha cama sozinha\u201d, declara Dalva, que cativa todos com seu sorriso, lucidez e jeito acolhedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Foto: Diane Queiroz\/PMA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cGostava muito do trabalho, mas sempre tinha uma e outra aluna que sempre atazanava a minha paci\u00eancia. Tive uma que se chamava F\u00e1tima que at\u00e9 nua minha casa vinha\u201d, rememora a professora de artesanato aposentada, Dalva Santana do Sacramento, que completa 100 anos de vida no dia 17 de maio. 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