Programa Sergipe Delas dá início a oficinas de moda e economia criativa a mulheres

A manhã desta quarta-feira, 15, começou com uma nova etapa de formação e fortalecimento da autonomia econômica de mulheres sergipanas. O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM), deu início às oficinas do ‘Sergipe Delas – Economia Criativa’, iniciativa que oferece capacitação gratuita nas áreas de moda, design e economia criativa.

Com duração de seis meses, as aulas, realizadas nos turnos da manhã e da tarde, contemplam as oficinas de Design Criativo, Corte e Costura, Estamparia Criativa, Reutilização Criativa (Upcycling) e Customização em Moda. A capacitação ocorre na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra), no bairro Augusto Franco, em Aracaju. Ao todo, são 50 alunas, que foram selecionadas após um período de inscrições abertas ao público, realizado por meio do aplicativo SOS Maria da Penha, seguido de entrevistas conduzidas pela equipe responsável pela execução da iniciativa.

A secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, Georlize Teles, enfatizou o impacto positivo da ação. “É um curso pensado não só para ensinar técnicas como costura e customização, mas, principalmente, para que essas mulheres possam criar suas próprias marcas e transformar isso em renda. A procura foi muito grande: tivemos mais de 260 mulheres inscritas, o que nos levou a ampliar as vagas. Isso mostra o quanto as mulheres sergipanas estão preparadas e interessadas em empreender”, destacou.

Em complemento, a representante do Intera Hub Criativo, Thiara Câmera, reforçou a admiração pelo compromisso do Governo de Sergipe com a política de fortalecimento da autonomia feminina. “O ‘Sergipe Delas’ mostra, na prática, que o Estado olha para as mulheres. É um curso que nasce de uma emenda parlamentar e que já tem previsão de novas turmas, o que amplia ainda mais o alcance dessa iniciativa. Conseguimos ver que há um compromisso real com a qualificação, a economia criativa e a geração de renda para as mulheres e isso é muito bonito”, afirmou Thiara.

Expectativa 

Para a empreendedora Rosana Santos, 43 anos, o curso representa a oportunidade de aprimorar uma trajetória construída desde cedo. “Eu tenho uma pequena marca de roupas e sempre quis me especializar. Aprendi sozinha, observando minha mãe e outras costureiras, e agora estou tendo a chance de aprender técnicas que vão melhorar muito o meu trabalho. Estar aqui, com outras mulheres, e trocar experiências já é muito enriquecedor, sem dúvidas. Depois do curso, quero ampliar minha marca”, afirmou Rosana.

A artesã autônoma Geovania Santos, 41, ressaltou que a qualificação vai mudar sua vida para melhor. “Trabalho com pequenos artesanatos e sempre costurei à mão, quando vi a oportunidade me interessei de imediato pelo curso porque ele vai muito além do corte e costura básicos, tem várias temáticas que enriquecem o aprendizado e me ajudarão a ganhar mais segurança no uso das ferramentas e no desenvolvimento das habilidades. Minha expectativa é sair daqui costurando bem na máquina, com segurança, e conseguir desenvolver nossos projetos, gerar renda e ganhar mais visibilidade”.

Já Maria Aparecida da Silva, 40, disse que buscou o curso para expandir conhecimentos e motivar outras mulheres. “Vi o curso na televisão e, assim que descobri, baixei o aplicativo e até indiquei para minhas amigas, estou muito otimista e com grandes expectativas; quero aprender o máximo possível e usar esse conhecimento para crescer profissionalmente”, destacou.

Para o coordenador regional da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra) em Sergipe, Alex Ramalho, a ação reforça a parceria com a gestão estadual. “É uma alegria receber essas mulheres aqui mais uma vez e renovar essa parceria com a SPM. Essas alunas vão passar vários meses em formação, aprendendo diversas áreas no âmbito da moda, sempre com o foco na criação de marcas próprias e na inserção no mercado”. O coordenador ainda destaca: “Esse projeto representa avanço, tanto na proteção das mulheres quanto na geração de renda, que também é um eixo importante do nosso trabalho.”

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